1 de fev. de 2010
30 de jan. de 2010
McMinnville UFO
Postado por Emerson Wiskow às 09:49 0 comentários
28 de jan. de 2010
. MIG 21
Postado por Emerson Wiskow às 17:10 0 comentários
A arma
Postado por Emerson Wiskow às 16:54 0 comentários
26 de jan. de 2010
...Pergunte
Postado por Emerson Wiskow às 05:54 2 comentários
25 de jan. de 2010
Entre terras
Budapeste, disse ela.
Ah?!
Budapeste..., o livro. Acabei de ler, também assisti o filme.
O Chico, pensei. Desgraçado. Fodido. As mulheres, pensei. Desgraçadas, fodidas.
Chico Buarque?!!... eu disse, desdenhando. Inveja.
Lembrei de você, ela disse. Carne.
Carne
Carne
CARNE
CaRnE
As partes do corpo dela. Curvas, morros, montanhas, vales, voluptuosa.
Quero que escreva em meu corpo...
Sim, ela pensava que eu escrevia. Enganava-se com a minha mediocridade. Encontrara alguns escritos meus e pensava que eu era, que sou, que poderia ser, um escritor. Parou em minha frente, desnudou-se, jogou o vestido no chão. Carne. Seios volumosos, ancas, quadril. Assim que tem que ser, pensei.
Escreve. Ordenou.
Pega a caneta.
Escreve.
Escrever o quê? – pensei. Queria tocá-la.
Escreve, no meu corpo. Quero palavras. As que tu gosta de dizer. Escreve aqui, disse ela, mostrando as coxas, a barriga, o ventre, virou-se, a bunda. Abria.
Sou tua. Meu corpo, é teu.
Escreve.
Não – eu disse com a caneta na mão. E puxei-a em minha direção. O ventre ali. Risquei seu corpo, dei nomes a lugares, criei longas estradas. Transformei seu corpo num estado, num país, num mundo. Rotas que podiam ser percorridas, de um canto ao outro. Eu riscava seu corpo. Ela deliciava-se. Seu corpo transformou-se num mapa. Uma rota vinha dos seus seios fartos e atravessavam seu tronco, barriga, ventre e desaparecia entre suas coxas. Outra, outra percorria sua bunda, atravessava uma imensidão que levavam de uma ponta a outra dos quadris. A bunda. Depois ela deitada. E ali eu tinha que criar novas rotas, caminhos. Budapeste. Budapeste. Buda. Peste. O nome do meu país era Lúcia.
Postado por Emerson Wiskow às 12:07 2 comentários
22 de jan. de 2010
Conheci Dogfood em uma lanchonete. Tão gordo e imenso que eu sentia um pouco de náusea ao vê-lo.
Postado por Emerson Wiskow às 10:08 0 comentários
21 de jan. de 2010
20 de jan. de 2010
Click
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Click!
Postado por Emerson Wiskow às 10:52 0 comentários
Cidade Fantasma
Postado por Emerson Wiskow às 10:42 0 comentários
19 de jan. de 2010
18 de jan. de 2010
Porto Alegre em febre alta
Calor sufocante. Parece que todos derreteram. Isso lembra uma cidade fantasma.
- Sinara, vai levar os iogurtes?
Postado por Emerson Wiskow às 11:12 0 comentários
Porto Alegre em febre alta
Postado por Emerson Wiskow às 11:08 0 comentários
APARTAMENTO E UM MAÇO DE CIGARROS
Trecho do ebook LA REVANCHA DEL TANGO
Postado por Emerson Wiskow às 08:01 1 comentários
15 de jan. de 2010
.
- Ei, vamos ter que mudar essa matéria de lugar.
- Ei, talvez essa página caia.
- Ei, entrou um novo anúncio, terá que mudar a página.
Toda semana. Alívio e a edição está pronta. Agora é que esperar o dia seguinte para ver o jornal e torcer que você não tenha feito nenhuma cagada. Saio do jornal às 9 horas da noite. Dia quente e abafado. Cansado e aliviado. Pego o cigarro e acendo. Tragada, alívio. Noite bonita e agradável. Penso em passar num bar e beber uma cerveja. Sozinho. Resolvo ir para casa. Ônibus. Fecho em casa e como algo. Depois um banho e vou para o quarto. Fico apenas de cuecas, penso em escrever algum conto ou continuar minha micro novela. Cansado. Literatura? Minha Não Literatura. Cansado demais para ela hoje. Então deito na cama, acendo outro cigarro, pego um livro para ler algumas páginas e ligo a tv. Tento relaxar um pouco. Os insetos sobrevoam o quarto. Amanhã é ver se saiu algo de errado na edição do jornal.
Postado por Emerson Wiskow às 06:15 0 comentários
13 de jan. de 2010
.
Postado por Emerson Wiskow às 14:46 2 comentários
Alice no País das Maravilhas
. Meus personagens favoritos - desde que assisti o desenho animado séculos atrás, e bem mais tarde li o livro -, são o Chapeleiro Maluco e o Gato. Outro poster bacana é o do filme Distrito 9 (Diretor, Neill Blomkamp).
Postado por Emerson Wiskow às 04:21 0 comentários
12 de jan. de 2010
Story
Story. Story.
Ah, eu queria viver uma love story - disse ela.
Tipo Lagoa Azul, sabe.
Sei.
Um paraíso perdido. Só eu e você - ela continuou.
Algo bem love story, sabe.
Sei.
Você gostaria?
Claro.
Comigo?
Com você.
Só nós dois.
Sim.
Você pescaria pra mim, nadaríamos nus, dormiríamos sob as estrelas.
Que beleza. Mas sabe, eu gostaria que tivesse junto algumas caixas cheias de cigarros. Eu sentiria falta deles, da vontade de fumar. Sem eles não estaria completa nossa love story.
Você deve ser o cara menos romântico da face da terra - disse ela. Cruzes, nunca vi.
Nem eu.
Postado por Emerson Wiskow às 14:32 1 comentários
11 de jan. de 2010
fight
Mister Hollywood não corre na velocidade da luz
Não tem mais fôlego
Cansa fácil e desiste. Desiste e quando pensa que vai desistir, volta a tentar. Oh, ela grira, Mister Hollywood!!
OOhhh!!!!
Você, você!! Isso...
Mister Hollywood não sabe cantar mulheres. Não sabe cantar.
Mister Hollywood gostaria de lutar o Ultimate Fighter e ter um amigo que morasse na Baker Street. Fumar cachimbo com Holmes e Watson.
Ela diz, Mister Hollywood!! Mister Hollywood!!
Isso, isso…
Mister Hollywood, não ultrapassa mais a barreira do som. Não veste mais o uniforme do Arqueiro Verde. Gsotaria de lutar no Ultimate Fighter.
Ela grita, OOhh, oohhh...
Postado por Emerson Wiskow às 12:13 0 comentários
OS SUBSTITUTOS (Bukowski)
...agora nossos escritores
discursam em universidades
de terno e gravata,
os aluninhos atentos e sóbrios,
as aluninhas de olhos vidrados
olhando
admiradas,
a grama tão verde, os livros tão chatos,
a vida tão morrendo de
sede.
Postado por Emerson Wiskow às 09:19 2 comentários
Partículas do Cotidiano Demente - Parte I (Emerson Wiskow)
Martin continuou com os olhos fechados, fingindo estar dormindo.
Postado por Emerson Wiskow às 08:15 1 comentários
7 de jan. de 2010
...
Postado por Emerson Wiskow às 12:05 4 comentários
5 de jan. de 2010
9 Songs
Postado por Emerson Wiskow às 11:07 2 comentários
4 de jan. de 2010
Brigitte Bardot
Postado por Emerson Wiskow às 03:49 0 comentários
31 de dez. de 2009
29 de dez. de 2009
28 de dez. de 2009
Daniel na cova dos leões
Postado por Emerson Wiskow às 12:09 15 comentários
23 de dez. de 2009
18 de dez. de 2009
Foi-se
Postado por Emerson Wiskow às 12:31 2 comentários
16 de dez. de 2009
15 de dez. de 2009
Cidade Fantasma
Postado por Emerson Wiskow às 08:54 0 comentários
14 de dez. de 2009
. Cidade Fantasma
Postado por Emerson Wiskow às 11:29 0 comentários
13 de dez. de 2009
Crítica
Não apaguei o comentário, deixei ele. Penso que manter um blog e permitir que as pessoas que passam por ele deixem um comentário é realmente colocar a cara a bater. Enfim, taí.
Postado por Emerson Wiskow às 11:32 0 comentários
11 de dez. de 2009
8 de dez. de 2009
7 de dez. de 2009
A frase não era minha
Postado por Emerson Wiskow às 06:13 2 comentários
4 de dez. de 2009
Joe Sacco
Postado por Emerson Wiskow às 10:37 2 comentários
Como se flutuasse
Buenas, estava olhando alguns escritos meus e encontrei essa pequena história Pulp que escrevi há algum tempo. Uma histórinha policial, era para ser uma história de três ou quatro capítulos. Fiquei no primeiro. Taí:
Como se flutuasse
Estava metida num vestido justo que mostravam todas suas curvas. Os cabelos presos caprichosamente atrás da cabeça eram negros e tinham um brilho que eu não havia visto até aquele momento. Os quadris dançavam elegantemente e com um sorriso discreto e malicioso ela entrou.
O relógio marcava pontualmente oito horas. Minhas manhãs não costumavam começar assim. Então fingi que vivia andando com mulheres tão ou mais belas que ela. Que a cada minuto uma delas batia à minha porta implorando para sair comigo. Olhei para seus pés para me certificar que ela andava, parecia flutuar como se nada fosse digno o suficiente para ela colocar os pés.
- O senhor é o Detetive Wilson?
- Sim… E a senhorita se chama…?
- Helena. Maria Helena.
- Sente-se, por favor.
Ela sentou.
- Preciso de você!
- Humm.
- Tenho tido problemas há algum tempo. Acho que estou sendo seguida.
- Não é de estranhar.
- Como?
- Desculpe. Continue, por favor.
- Algo está fervendo - ela disse de súbito.
- Dá para notar? - perguntei com um sorriso malicioso.
- Aquela água.
Saltei da minha cadeira estofada. Velha, mas estofada. Era a água que eu tinha posto para esquentar o chimarrão. Eu estava nessa de tomar chimarrão todas as manhãs. Mantinha um pequeno fogão de duas bocas para fazer café ou alguma refeição rápida. Apaguei o fogo e voltei pra ela.
- Desde quando a senhorita percebeu que estava sendo vigiada?
- A mais ou menos um mês.
- Humm. Desconfia de alguém?
- Não. Na verdade, sim.
- Sim?
- Sim.
- Ok, de quem?
- Um alienígena.
- Humm.
- Você parece não acreditar, senhor Wilson.
- Acredito.
- Vai pegar o caso?
- Não teria como não aceitar um pedido de você - eu disse. Ela sorriu confiante.
- Quanto sairá o trabalho?
- Estudarei o caso e lhe informarei.
- Ok. Este é o meu cartão. Aqui está o número do meu telefone. Por favor, senhor Wilson, me mantenha informada. Quero me livrar disso, dessa sensação, desse alienígena!
- Não se preocupe, a senhora está em boas mãos.
Ela levantou-se e estendeu a mão para mim. Era suave, muito suave. Era como se eu tocasse num anjo. E então ela se foi. Novamente olhei para seus pés.
Ainda desconfiava que ela flutuasse.
Postado por Emerson Wiskow às 04:57 0 comentários
2 de dez. de 2009
Hemingway e Bukowisk
Ontem não sei por qual motivo estava pensando em quais autores me influenciaram. Acho que Hemingway e Bukowisk. Penso que perdi bastante essas influências. Mas ainda gosto da idéia do boxeador. Socos certeiros e rápidos. Sou um cara que escreve para poucos rounds, sem fôlego e quando se escreve assim, tem que tentar vencer antes do quarto round ou você beija a lona. Tento dar esses socos, ser rápido, mas o ringue me engana, me perco quando entro nele.
Postado por Emerson Wiskow às 11:12 2 comentários















































