19 de abr. de 2010

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Cena de uma pequena HQ que terminei de fazer. Apenas duas páginas.

Quebra-Ossos


Em um pequeno hotel no centro da cidade.
O cara que está tentando derrubar a porta é Joe Quebra-Ossos.
Os apelidos dizem tudo. Sempre dizem.
BAM! BAAMM!!
Enquanto ele bate na porta procuro minha arma. A merda é que deixei-a em algum lugar e não consigo me lembrar onde.
A porta estala, sofre. Eu ouço os potentes pontapés explodirem. Quebra-Ossos deve estar furioso.
A Moça me ligou em tempo para me avisar que ele viria.
“Onde está minha arma?!”
A Moça possui uma voz linda e suave. Lembra um beijo na primavera.
BBAAAMMMM!!!
Aqui, encontrei! Tenho vonatde de beijá-la. E beijo.
BRUUUMMM!!!!
Quebra-Ossos explode através da porta como um tigre furioso.
Eu não gosto de sentir dor. E Quebra-Ossos adora causar dor.. Ossos quebrados, ligamentos sendo rompidos... Dor..., dor, dor...
Disparo em sua perna. Ele tomba e ruge. Eu aproveito e me mando.
Devo uma para a Moça.

18 de abr. de 2010

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Ah, isto deveria ser um local onde você encontraria meus textos. Insignificantes. Minha cara feia e batida. Minha não literatura, minha tentaviva. Um local onde encontraria tentativas de textos, de contos, de histórias para ler e passar o tempo sem procupação. A tentativa frustada de escrever, mas não escrevo. Taí, fotos da Nanda Costa que está na capa da Revista Trip. Na novela Viver a Vida ela tenta pegar o velhão Maradona. Literatura? Agora não.

17 de abr. de 2010

Cidade Fantasma

Maria 10:20
Noite
As batidas do teu coração são tão silenciosas quanto os passos de um tigre
Encontrei Maria deitada, vestia apenas um corpete de couro e sapatos salto alto. Dormia entre suas fantasias. Era bela. Acendi um cigarro e fiquei observando seu belo corpo. Maria sonhava? - pensei com meus botões. Era um corpo que sonhava. Terminei o cigarro e me aproximei lentamente naquela noite fantasma.

Revista Coyote

Saiu a novo edição da Revista Coyote. Dossiê com o poeta e artista plástico Rodrigo de Haro, poemas do dramaturgo Mário Bortolotto, conto do poeta norte-americano Delmore Schwart, fotografias de Egberto Nogueira e relatos oníricos da portuguesa Anna Hatherly são destaques do novo número da revista COYOTE, lançada com duas capas diferentes.
COYOTE é editada pelos poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Projeto gráfico de Marcos Losnak. Distribuição nacional (em livrarias) pela Editora Iluminuras.


COYOTE 20 // 52 páginas // R$ 10,00

Uma publicação da Kan Editora. Vendas em livrarias de todo o país pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161 (site: www.iluminuras.com.br). Pode ser adquirida também na internet pelo Sebo do Bac: www.sebodobac.com

16 de abr. de 2010

Mulheres Gigantes

Na Cidade Fantasma

14 de abr. de 2010

.Chamado

O primeiro dia de primavera

Marcos serviu-se de mais um pouco de café. Estava calmo e sereno como um cão vira-latas tomando banho de sol numa manhã preguiçosa. Pela primeira vez em anos ele comia novamente ovos mexidos no café da manhã.
Marcos passou margarina no pão, depois deu uma dentada e bebeu um bom gole de café. No rádio o locutor anunciava um belo dia de céu limpo, sol e temperatura agradáveis. Ele sabia que era o primeiro dia de primavera. Era uma segunda-feira. Marcos olhou a passagem para o México e sorriu satisfeito. Ele tinha feito um bom serviço, mesmo sendo aquela sua primeira vez. O locutor continuou dando as notícias do dia e então Marcos se levantou e tirou da estação de rádio para colocar uma fita-cassete.
Ele gostava de ouvir Bach e naquela manhã ele achou-o especialmente fabuloso. Após terminar o café, Marcos fumou um cigarro, olhou através da janela e observou o dia iluminado lá fora. Uma grande e agradável sensação e bem-estar percorreu seu corpo. Marcos pegou a passagem sobre a mesa e entrou no quarto. Ele colocou algumas coisas numa velha mala, e antes de partir, deu uma última olhada na sua mulher morta sobre a cama.

E-book se torna nova opção para escritores publicarem suas obras

O ebook do meu amigo Wilame Prado em matéria do Diário de Maringa.
"Mais barato que o livro impresso e mais fácil de divulgar, livro digital tem atraído tanto autores novos e como veteranos"Confira no site:


13 de abr. de 2010

Sssnnnffff!!!....

Entrou no bar.Caralho, disse um.
Foda, disse o outro. A mocinha sentada ao lado fez cara de nojo. Fumava. Ele. A fumaça. Idiota, ela pensou. Ele lançou fumaça. Tragou, aspirou e lanço-as como serpentes. Fantasmas que dançavam ao sairem de sua boca. Pediu cerveja.
Imbecil, pensou o cara sentado numa mesa próxima. Olhou atravesado.
Sssnnnffff!!!....
Fffuuuuuu...........
Era um Wolverine, como o cara do filme. O personagem dos quadrinhos. Outra mulher olhou com desdém, repulsa. Continuou fumando. Continuaram olhando.
Merda! ele rosnou, lançou um olhar de assassino e saiu.

Pobre Frank

Anticristo

É impressionante como algumas coisas ficam rondando nossa cabeça. Assisti ao denso e pesado filme Anticristo do cineasta dinamarquês Lars von Trier . Entre mutilações, cenas de sexo e violência) no filme todo você tem a impressão que está dentro de um pesadelo. Uma frase ficou rondando minha cabeça, quando a protagonista Charlotte desfere a seguinte frase como se revelasse um segredo depois de chorar “Uma mulher chorando é uma mulher tramando” . Claro, o filme não se resume a essa frase.Quem já assistiu algum dos filmes em que Lars usou algumas das “regras” do movimento cinematográfico que ajudou  criar, O Dogma 95, sabe. O filme é um soco no estômago.

12 de abr. de 2010

Alabama, chetchup, chicletes de hortelã.

Alabama, chetchup, chicletes de hortelã. Passavam todas as imagens em minha cabeça. Todas e elas sumiram com a estalido que fez a porta do ônibus quando abriu. Alabama, eu me imaginava lá, tomando sol e vendo garotas sorridentes com bochechas rosadas. Todas correndo como doidas, felizes em irem a lanchonete para devorarem volumosos hot dogs com chetchup. Então entra aquela garota de pernas grossas, linda. A barriga da perna forte como aço, roliça. Entrou e parou na roleta. Fiquei ali olhando, observando suas pernas de seis da manhã, indo para o trabalho. Um trabalho que parecia ser fodido. Umas pernas daquelas, e eu só tinha chicletes de hortelã para oferecer.

Milonovisk

No pátio, Milonovisk olhou em volta, a cabeça girou lentamente desenhando um meio círculo. Apenas muros. Viu apenas muros. Frios, altos, indestrutíveis, pareciam eternos. Estava congelado, o corpo todo, os pés... "Ah, como estão gelados os meus pés", pensou Milonovisk. As mãos mal moviam-se. Milonovisk acocorou-se lentamente, não porquê quisesse, mas porque era apenas assim que ele conseguia mover-se. Lentamente. Ele gemeu ao abaixar-se, os ossos estalaram como se algo tivesse quebrado dentro do seu corpo. Olhou para o céu com um ar vago e infinito. O céu pareceu-lhe uma pintura sombria, com pinceladas bruscas. Era uma massa gigante carregada de tintas. A neve novamente começou a cair, ele sentiu os primeiros flocos tocaram-lhe o rosto duro. Milonovisk olhou para baixo, para o chão, e cravou os dedos na neve como se fossem um arado. Ou seria uma garra? Passou uma, duas, três vezes, sempre com força. Olhou novamente para os muros pálidos, pareceram gigantes e intransponiveis. Lá fora tudo parecia vasto, interminável e eterno. Encolheu-se ainda mais, estava gelado. A quanto tempo ele via aquele cenário imutável? Aqueles muros gelados, aquelas paredes que iam em direção ao céu. Aquele céu monstruoso e feio, que davam-lhe a sensação de estar dentro de uma gigantesca câmara de gelo. Tinham-se passados muitos anos. Sentiu vontade de fumar, uma vontade gigantesca, tudo ali parecia gigantesco. Naquele momento só desejava fumar um cigarro, uma bagana que fosse. A vontade devorava-o por dentro, arrancava pedaços, comia-lhe as entranhas. Em um gesto dezesperado Milonovisk levantou-se, os ossos estalaram e ele enfiou as mão entre os bolsos numa procura inútil de encontrar um cigarro, um resto de fumo. Milonovisk sabia que não encontraria, que seus bolsos estavam vazios. A neve continuava a cair sobre ele, agora com mais intensidade e indiferença. Caía sobre o pátio gélido, sobre o longo muro que o cercava, sobre sua cabeça congelada.
De súbito a sirene tocou. Um grito longo, estridente e eterno. Milonovisk continuou a vasculhar os bolsos a procura de um cigarro, mesmo sabendo que nada encontraria ali. Como se aquilo satisfazesse sua vontade de dar uma tragada. Um homem aproximou-se de Milonovisk, duro, gelado, como uma visão surreal. Parecia que ia quebra-se. O homem trazia à boca um toco de charuto. Milonovisk viu o resto de homem, ou talvez seria toda a dureza e resistência de um homem. Milonovisk viu o homem dar uma longa baforada, saborosa... Milonovisk sentiu todo o sabor daquela baforada, a fumaça sendo lançada ao ar gelado. O toco de charuto entre os dedos do homem salpicado de neve. Milonovisk aproximou-se, a neve dançava sobre os dois. Milonovisk pediu ao homem para que pudesse fumar também. A voz saiu fraca, quase que como um gemido. O homem negou. Milonovisk insistiu, desta vez com a voz desesperada, suplicante. Apenas uma baforada, pensou Milonovisk. O homem, com o rosto duro, destruído, rosnou algo serrando o olhos e então virou-se em outra direção. Milonovisk agarrou o homem por trás, com o resto de suas forças. Força que ele mesmo pensara não haver mais em seu corpo. Os dois rolaram pelo chão, a neve grudou-lhes nas roupas. Arfavam os dois, gemiam e rosnavam enquanto trocavam socos, suas pernas também lutavam. Milonovisk conseguiu agarrar a cabeça do homem. A cabeça. Aquela caixa gelada. Milonovisk sentiu os cabelos duros do homem entre os dedos. A caixa estava firme entre suas mãos, a cabeça. Milonovisk jogou a cabeça do homem contra o muro, contra aquele bloco pálido, gelado e gigante. Ouviu um estouro seco, brusco e sentiu o corpo do homem amolecer. Milonovisk continuou a bater a cabeça do homem contra o muro. Mais uma, duas, três vezes, e então viu tufos de cabelos grudados na parede, no muro gélido e pálido. Grudados entre uma mancha vermelha, pastosa. Milonovisk largou a cabeça do homem, ele caiu mole como uma massa inerte. Milonovisk olhou para o chão como se procurasse algo, e procurava. Olhou em volta, os olhos fixos ao chão, vidrados. O toco de charuto estava ali, descansava sobre o chão gélido, ainda acesso. Milonovisk encontrou-o e suspirou com um prazer secreto, acocorou-se lentamente e então pegou o charuto. Deu uma profunda baforada e lançou a fumaça para o céu enquanto os guardas corriam em sua direção.



11 de abr. de 2010

Charles Bukowski

"-Por que é que escreve sobre mulheres daquele jeito? -Que jeito? Você sabe. Não sei não. -Ora, eu acho uma vergonha um cara escrever tão bem como você e não saber nada sobre as mulheres. - Não respondi." (sobre mulheres)

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Ok, Mister hollywood.

10 de abr. de 2010

Velma

Cigarros e cães.
Velma.

MACACOS VELHOS E GAROTAS PERFUMADAS


 - Porra, garota. Apenas uma cerveja - disse o velho macaco.
- Não. Não saio com escritores, não bebo com escritores, não trepo com escritores. Principalmente com escritores sem talento como você. - respondeu a mocinha.
- Tenho outros talentos... Posso te mostrar - retrucou o velho macaco.
- Você é nojento. Um grosso. - Gosto de homens sensíveis e inteligentes. - disse a mocinha.
- Sou o melhor. - afirmou o velho macaco.
- Há, há, há..., deixe-me ir. - pediu a mocinha.
- Não, Vamos sair de Porto Alegre. Vou te levar comigo. - disse o velho macaco.
- Para onde? Seu nojento...
- Para minha floresta. Lá sou o rei.
- Tenho um homem. - afirmou a mocinha.
- Todas têm.
- Nem todas.
- Sempre há alguém atrás da porta. - disse o macaco.
- Você é um idiota. - disse a mocinha.
- Sou o menos idiota. Por isso vivo isolado.
- No quero você. - afirmou a mocinha.
- Você vai querer, vai chorar por mim, vai implorar por minha presença.
- Deixe-me ir. - retrucou a mocinha.
-  Gosto do teu cheiro. Gosto do teu vestido, das tuas pernas...
- NNNÃÃÃOOOO!!!
- Não posso viver sem você. - disse o velho macaco.
- Você é um fraco.
- Você me torna fraco.
- Não gosto das coisas que você escreve. - disse a mocinha.
- Muita gente não gosta. Venha comigo.
- Não.

Noite Negra

Bebeu o último gole. Olhou para o lado e sorriu com os olhos de louco. Olhou para a garrafa vazia, depois a lançou longe com um grande movimento de braço. Sorriu novamente ao ouvir o som da garrafa estilhaçando-se. Era o som de vidro quebrando-se no meio da noite quente. Solidão. Lançou jorros de vômito sobre a vegetação e sobre algumas pedras. Os olhos encheram-se de lágrimas. Tristeza. Queria estar sobre uma velha ponte medieval feita de pedras, com um rio escuro deslizando lá embaixo, misterioso, perigoso na sua calma aparente. Suicida. Enfiou a mãos nos bolsos da calça suja, velha, puída, e dançou os dedos lá dentro numa procura cega. Tato. Procurou a carteira amassada de cigarros. Retirou-a do bolso com dificuldade, abriu e examinou com esperança. Havia poucos cigarros. Desanimou-se ainda mais. Quatro cigarros para uma noite de faltas. Acendeu um cigarro e deu uma tragada, depois arrastou o corpo cansado em direção ao centro da cidade. Lá, encontrou movimento, barulho, festa. Andou no meio da multidão suada, elétrica. Passou por uma turma de mulheres que requebravam os quadris, balançavam grandes bundas enfiadas dentro de pequenos shorts e calças coladas ao corpo. Dançavam lentamente, como se estivessem ensaiando uma dança de acasalamento, sensuais, eróticas. Os corpos suados, elas fumavam, bebiam e dançavam. Alguns vendedores gritavam, anunciavam suas cervejas, cachaças disso e daquilo. Mistura de odores, suor, fumaça de cigarro, maconha, churrasquinho, gordura, cheiro de xampu de puta. Cabelos molhados. Continuou andando enquanto fumava, tragava e lançava fumaça ao ar. Desviava-se das pessoas com dificuldade. Andou mais e parou diante da multidão. Louco e cansado. Tossiu e desejou matar alguém. Torcia as mãos nervosamente, com força, as veias saltavam-lhe sob a pele vermelha. Parou novamente, a multidão continuava contorcendo-se à sua volta. Homens embriagados, mulheres, algumas crianças, o som explodia. Partículas de tensão, energia, tudo vibrava como numa febre. Um estranho prazer de tirar uma vida tomava conta do seu corpo. Nunca tinha cometido um assassinato. Agora, desejava ardentemente matar. Tirar uma vida. Desejava chegar ao ponto máximo de sua ação, chegar a um êxtase que pensava poder sentir ao praticar tal ato. Chegou a deliciar-se com tais pensamentos. Ver uma vida esvair-se em suas mãos, o olhar suplicante e angustiado, o desespero e terror no rosto de sua vítima. Voltou a andar, escolhendo, procurando. Sentiu seu coração bater com mais força, ansioso. Parou em uma barraca de bebidas e comprou um copo de cachaça. Bebeu um gole e com os olhos vidrados examinou o movimento das pessoas. Sabia que iria matar. Resolveu afastar-se um pouco da multidão e encontrou um homem que mijava em um muro. Colocou-se ao lado dele, e enquanto abria o zíper da calça fez um comentário banal. Mijou também. A vontade de matar continuava. Decidira que tiraria uma vida naquela noite. O primeiro homem fechou o zíper e afastou-se dizendo uma ou duas palavras. Atrás, o futuro assassino pegou uma pedra, pego-a com a mão em forma de garra, aproximou-se rapidamente e estourou na cabeça da sua vítima. O homem soltou-se, amoleceu rapidamente e caiu na calçada coberta pela penumbra. Logo seus cabelos tingiram-se de um líquido pastoso. O sangue escorreu enquanto o assassino continuava a bater-lhe na cabeça, o pescoço pendeu mole para o lado, os olhos esbugalhados não mais mexiam. Estava morto. Limpou as mãos com pedaços de papéis, depois voltou para o meio da multidão andando calmamente. Acendeu um cigarro, tragou e foi atrás de algo para beber. As mulheres ainda rebolavam, homens passavam em sua volta, o som continuava a explodir e ele sentia-se leve e tranqüilo.

9 de abr. de 2010

Bar do Escritor

Meu amigo Giovani Iemini, publicou o meu conto Mosquitos, gibis e calcinhas no E-Zine do Bar do Escritor. http://www.bardoescritor.net/

Viva o Clube do Mickey

Existe um blog com uma brincadeira, chama-se Mickey Feio. O cara desenha um Mickey thrash e eles publicam. A idéia é essa, nada daquele camundongo angelical e bonitinho. Fiz um desenho e enviei, saiu um Mickey meio emo, sem graça alguma. Realmente não devo ter vergonha na cara em ter coragem de enviar um desenhos como aquele. Vai lá, tem uns desenhos muito bons.

Angeli

Em tempos amargos e insuportáveis do politicamente correto, encontrei essa tira do genial Angeli. Angeli foi o grande cartunista da minha distante adolescência. Eu adorava o trabalho do cara e desejava ser o Angeli. Com o tempo percebi minha falta de talento e me tornei um cartunista fracassado. Buenas, o cara continua aí, cada vez melhor. Tive que me segurar para não rir alto. Só posso dizer uma coisa, GÊNIO, GÊNIO!! Enquanto isso fico aqui me quebrando para terminar minha pequena HQ. Antes que me apedrejem, sou completamente contra a violência, mas que a tira é engraçada, isso é.

7 de abr. de 2010

Raizonline

Ando na correria, sem tempo para quase nada. Nisso deixei passar, o site português Raizonline (http://www.raizonline.com/cinquentaetres/index.htm) faz um trabalho que une escritores de língua portuguesa. Um belo trabalho para publicar e unir pessoas pela literatura. O Diretor Interino do site, Daniel Teixeira  solicitou-me um conto para publicar no site. Acabou escolhendo o conto, Brigitte Bardot. Taí no link: http://www.raizonline.com/trintaedois.htm
                                                                                                                                                      Agradeço

6 de abr. de 2010

Cidade Fantasma

Sei que agora são Monstros, mas antes eram apenas Cavalos.

5 de abr. de 2010

Água Turva

Cíntia olhou o Rio Guaíba lá embaixo. Água suja. Era assim que ela se sentia. Suja, feia, sem esperanças. Porto Alegre lentamente mergulhava numa noite morna e deserta. O Guaíba continuou dançando e seduzindo-a, como um monstro terrível.

3 de abr. de 2010

É HOJE!


Lançamento do segundo volume da coletânea Assassinos S/A. A função vai rolar lá no lindo Rio de Janeiro, na boemíssima Lapa, na  sede da Editora Multifoco.


Se estiver por perto, não deixe de aparecer.

"Assassinos S/A Vol. II não é apenas A Coletânea de contos de ficção policial. É também A Coletânea de contos de ficção policial ilustrada. E digo mais: divinamente ilustrada.

Jana escalou uma baita seleção de ilustradores, como Mario Cau, responsável pela sensacional capa da edição, Emerson Wiskow, Jota Fox, M. Waechter, Rodrigo Molina, Giovana Medeiros e Daniel Strapasson Faccio.
Feito. O time estava completo.
Por isso, caros leitores, se posso oferecer um singelo porém sincero conselho, digo-lhes: dêem uma chance para esta que é A Coletânea de contos policiais brasileiros ilustrada".
por Manuela Azevedo.

1 de abr. de 2010

MESMO DELIVERY

Ilustra que fiz dos personagens criados pelo quadrinista Rafael Grampá. Algumas pessoas me perguntam o motivo de publicar no Cavalos a mesma coisa que publico no meu blog de Ilustrações e cartuns - o desconhecido Herói Fracassado -. Explicação do velho Wiskow. Não tenho dez milhões de blogs -Como dizem- tenho DOIS ativos, o Cavalos e o Herói. Buenas, algumas vezes tenho alguma ilustra que gosto, e mesmo tendo publicado no Herói, resolvo publicar aqui também. Motivo: Meu blog de cartuns praticamente não recebe "visitas", então os visitantes do Cavalos podem vê-las. Explicado, cabrones!

30 de mar. de 2010

Herói

29 de mar. de 2010

Cidade Fantasma

Carol era a mulher angústia. Carlos a encontrava sempre deitada no sofá. Chorava. andava pela casa descalça e tinha sonhos estranhos. Contava todos a ele. Carlos ouvia, fumava e observa ela deitada no sofá florido. Os pés para cima, sujos. Carlos gostava de ver seus pés sujos assim, do seu shorts surrado colado em sua bunda, de vê-la deitada de bruços no sofá. Carol então contava de suas angustias, de sua felicidade quando quando Carlos chegava, e do seu medo que ele partisse para sempre.

28 de mar. de 2010

Visita Sombria

Buenas, enquanto não tenho nada de novo para publicar aqui, já que não estou escrevendo, publico um conto antigo. Afinal nem todos que aparecem por aqui deve ter lido anteriormente.

- Daqui a pouco elas virão sacolejando suas línguas de serpentes. São como répteis com suas línguas loucas e nojentas.

- Sim!... Elas tentam nos seduzir. Se retorcem como se não tivessem ossos. Insinuam-se cheias de luxúria.
- Acho bom você preparar seu rifle!
- Ééé... Vou deixar minha arma pronta. Preparada para quando chegarem.
O velho Marcelino engatilhou sua arma fazendo um som seco no meio da noite. No bairro ninguém colocava a cara para fora de casa depois que a noite chegava. As ruas ficavam vazias e silenciosas como se uma peste tivesse se abatido sobre a cidade. Tudo começou quando elas apareceram. Sempre no meio da noite.
- Hé, hé, hé... Dessa vez vamos pegá-las. Estamos prontos pra elas! - disse o velho Marcelino alisando o longo cano do seu rifle.
- Vamos com calma! Você sabe, elas são muito perigosas. São matreiras como o demônio e podem nos enganar se não tomarmos cuidado - retrucou o velho Luiz com uma expressão desconfiada e tensa. Seu rosto parecia se retorcer na penumbra.
- Dessa vez não vou deixar escaparem! - exclamou Marcelino exaltado enquanto espremia um cigarro entre os lábios murchos.
- Eu sabia que um dia elas voltariam!
- Nunca pensei que essas coisas realmente existissem! - retrucou o velho Marcelino.
- Você não leu os velhos livros? São coisas muito antigas, sempre existiram e agora resolveram aparecer por aqui. Surgem lentamente, lindas, com suas línguas dançantes e seus corpos que parecem não terem ossos. Sabem muito bem do poder que possuem. Nos hipnotizam enquanto movimentam seus corpos daquela forma.
- É, mas dessa vez vamos fodê-las! Estou preparado para elas.
- Ei! Você ouviu isso?
- Fique quieto!
- Ei... Ouça esses sons. Parecem línguas sibilantes.
Os dois velhos amigos prepararam suas armas. Seus corações bateram fortemente e um arrepio percorreu seus velhos corpos como se uma descarga elétrica os tivessem atingidos. Os dois apertaram-se junto à janela para espiar o que acontecia lá fora.
- Você está conseguindo ver algo?
- Ssshhiiii... Espere, está muito escuro!
- Estou todo arrepiado! Algo está acontecendo lá fora! - disse o velho Marcelino.
- São elas... Posso sentir! São aquelas cadelas do inferno. Serpentes. Prostitutas do demônio.
Entre a cerca de madeira surgiram três vultos sinuosos. Eram elas. Um sopro gelado invadiu a noite anunciando suas presenças. Misturadas a bruma três lindas mulheres cobertas por véus transparentes e esvoaçantes aproximavam-se lentamente da casa, pareciam flutuar. O coração de Marcelino parecia que saltaria pela boca.
- Atire nelas! - gritou Marcelino apavorado. Luiz observava paralisado enquanto segurava o rifle - Vou estourar os miolos delas! - exclamou Marcelino exaltado. Luiz não conseguia disparar, ficou apenas olhando estático, seduzido e abestalhado. As mulheres continuavam se aproximando, retorcendo-se como se não tivessem ossos. Hipnóticas, libidinosas e lindas. Muito lindas. Sempre colocando suas línguas para fora como serpentes e emitindo um som surdo. Suas peles brancas saltavam no meio da noite. Elas ofereciam seus grandes peitos aveludados segurando-os entre as mãos enquanto apertava-os, juntando-os um de encontro ao outro. Marcelino estava apavorado. Essas coisas ainda andam por aí. Suas línguas dançavam freneticamente. Abriam as pernas em compasso, alisavam o sexo, exibiam seus corpos perfeitos. Prometiam com gestos e expressões, luxúria e prazeres. Gozos infinitos.
- ATIRE, LUIZ! - implorou Marcelino.
- NÃO! - respondeu Luiz.
- ATIRE!
- Não...
Elas aproximavam-se, eles podiam sentir seus perfumes suaves, suas carnes frescas e a promessa de um grande prazer carnal.
- Só um pouco! Vamos aproveitar um pouco! - pediu Luiz - Elas são lindas, nunca teremos mulheres como elas.
- Seu filho da puta, idiota! Não vê que elas são umas sanguessugas dos infernos!
As mulheres já estavam perto o suficiente para os dois sentirem seus o hálitos frescos. Elas os chamavam e ofereciam seus corpos sinuosos. Os cabelos negros e longos brilhavam entre a bruma. De súbito um grande estampido seguido por gritos estridentes rompeu aquela espécie de transe em que estavam envolvidos.
- ACERTEI UMA DELAS! ACEITEI UMA DELAS! - berrou Marcelino segurando o rifle.
Perto da porta uma das mulheres caiu estirada ao chão com as pernas dobradas como se fosse uma marionete, de dentro da cabeça esfacelada vermes saiam por todos os lados. As outras duas mulheres olhavam para a cena soltando sons estranhos enquanto moviam as línguas freneticamente. Então elas viraram-se e sumiram no meio da noite. Marcelino gargalhava e Luiz continuava estático, observando a mulher estirada lá fora.
- Você a matou...! Você a matou! - Nunca teríamos uma mulher como ela! - disse luiz soluçando enquanto a noite os engolia.

ALICE...

"Mas eu não quero me encontrar com gente louca”, observou Alice. “Você não pode evitar isso”, replicou o gato.
“Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca”.
“Como sabe que eu sou louca?”, Indagou Alice.
“Deve ser”, disse o gato, “ou não teria vindo aqui”

Alice no País das Maravilhas.

24 de mar. de 2010

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O velho Wiskow é um cavalo
Não sabe cantar
Não sabe dançar
Rouba peixes
Ouve o barulho do trem em noites estreladas
Gosta de trens
Gosta de trilhos
Não tem mulher
Não tem histórias
Se emociona fácil
Não manda flores
Tem medo das mulheres
Não escreve mais
Não desenha mais
Tem olheiras
Fuma e bebe café nas noites quentes e frias

23 de mar. de 2010

Cidade Fantasma

Joana.
As fantasias não morrem ao cair da tarde.

22 de mar. de 2010

...

Money is cool.

21 de mar. de 2010

...Sanduíches e saladas

Buenas, ando devendo por aqui. Devendo? Nem mesmo sei se alguém aparece por aqui desejando ler algo, algum conto, qualquer coisa. Mas a verdade é que faz algum tempo que não escrevo nada. Nenhum conto. Estava preparando-me para iniciar minha "novela" mas estagnei, penso em escrever algumas coisas, mas elas apenas fomentam em minha cabeça. Eu já falei que a literatura é uma mulher.... Você sabe. Ela insiste em fugir... Mesmo a minha Não Literatura, mesmo ela. Ando rabiscando alguma coisa, de leve... Coloquei alguns desenhos no meu blog de ilustras, HQ... http://emersonwiskowblog.wordpress.com/

Gracias, amigos!

19 de mar. de 2010

Cidade Fantasma

Caralho. O calor. Passou o dia inteiro assolando a cidade, nos pampas joão de barro quase morre de sede. Abre o bico, cata o ar. Foda. Passei o dia aqui. Zamzei pelo centro, calor infernal. Lembrei do telhado de zinco, aquilo sim matava. Eu morava com Mara numa pequena casa, um casebre, a cozinha e a sala era um trailer. Zinco. No calor assávamos. Mara andava com seu shorts, suava, praquejava. Dizia que deveríamos vender aquilo. Eu fumava meus cigarros e a observava. Quase morto de calor e tédio, então chamava ela para o quarto. Meso com o calor todo. Suando. Ela. Tímida, falava do suor. Tímida nada. Eu gostava. Seu sabor. Lembrei disso tudo. Foda. Este calor. No pampa, o calor miserável queimava o lombo. Atravessei a rua e corri para dentro de um bar, sentei e pedi uma cerveja. daquelas bem geladas.

17 de mar. de 2010

Cidade Fantasma

Contato
Carlos recostou-se a cabeça e ficou a imaginar os lábios. Era estranho. O primeiro contato. Lembrou da pele, imaginou sua umidade, o quentume de seu sexo, suas coxas. Imaginou-a desfilando pela casa vestindo apenas uma calcinha branca de algodão. Era suave. Andréia parecia ser sua única leitora. A leitora de um escritor que não escreve.

Charlene Flanders...

E-book do meu camarada Wilame Prado.
Serviço:
Título: "Charlene Flanders, que voava em seu guarda-chuva roxo, mudou minha vida"
Contos.
Capa: Emerson Wiskow.
Prefácio: Lucas Frederico.
Número de páginas: 185.
Quer ler? Então peça para mim no email: pradowil@gmail.com, é grátis.

16 de mar. de 2010

Assassinos S.A.

Convite para o lançamento da coletânea (que acontecerá dia 3 de abril, sábado, às 18:30min). Participo do livro com algumas singelas ilustrações..

14 de mar. de 2010

Cidade Fantasma

21:45hs. Noite.
Mara agita-se. Solitária. Arde e umedece.

13 de mar. de 2010

Herói Fracassado

Cabrones, mudei o endereço do meu blog de ilustras, Hqs... Agora ele está no wordpress. http://emersonwiskowblog.wordpress.com/

12 de mar. de 2010

Mundo Cão

Morte do cartunista Glauco

Sinto que vivemos numa barbárie. Somo invadidos por ela, violentados por um mundo cada vez mais tomado por imbecis. Gente que mata como se tivesse tomando um sorvete. Gente impune e protegida por direitos disso e daquilo. Gente que se você tiver o azar de esbarrar corre o risco de ter uma arma descarregada em você. Gente que soca você, chuta sua cara, mata e anda livre entre nós, entre nossos filhos. A verdadeira invasão barbára.  E.W.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u705918.shtml

10 de mar. de 2010

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9 de mar. de 2010

Lynch e eu

Recebi uma comparação que me surpreendeu a respeito do meu  La Revancha Del Tango.  Claro, senti o ego afagado. Afinal, não é todos os dias. Buenas, revelo que jamais passou por minha cabeça tal comparação e que nem ao menos sabia da existência de tal filme. Club Silencio de David Lynch. Antes que alguém queria me bater, Lynch é gênio. Sei onde é meu lugarzinho. O naipe do cara está a uma distância inalcansável para o velho Wiskow.
Transcrevo a comparação, ou resenha, análise - como chamar?- escrita por Iara Fernandes.

Filme de Lynch: Cidade dos Sonhos (Mulholland Driver)


A primeira ligação foi ao ler esta parte: ...Não perde tempo, ainda tem o CD ali, perto, sobre uma caixa de
papelão. Sabe que ouvirá pela última vez ali. Coloca-o no aparelho, acende um cigarro e senta na beira da cama, já pelada. Traga, suspira, deixa a fumaça sair
dançando de sua boca. Lábios vermelhos marcam a ponta do cigarro e também a camisa branca de um homem. Ângela lembra de Raul e sua camisa branca.
Detesta e ama  ser melodramática.  Relembra tudo mais uma vez.  Relembra, imagina  Raul  com  outra.  O sorriso dele  despindo  outra mulher,  suas mãos
tocando  seu  sexo,  seus pelos. A boca de Raul percorrendo o corpo da outra. O punhal entra, ela deixa e sente-se como tivesse sufocando, como se tivesse
afogando-se e seu pulmão fosse explodir. Ângela gostaria de meter um punhal no peito de Raul, no peito da outra mulher, no peito dos dois. Que o lençol fosse
manchado de sangue como o batom vermelho na ponta do cigarro, na camisa de Raul. Que o vermelho não fosse marcas de batom e sim o sangue dos dois...

No filme, o Clube Silêncio, com sua cortina de denso veludo vermelho, a cantora e seu vestido vermelho, batom vermelho, o terno de um dos apresentadores, vermelho, a melancolia de Ângela, a melancolia da personagem que canta, a letra e o tom, dramáticos como o desejo de Ângela. Tudo derramado em sentimento, tudo drástico demais, fatal demais...

Como no filme, os personagens de La Revancha parecem soltos em um túnel e, sem nada antes e nada depois, só garantem suas existências, se girarem dentro desse túnel, pois é dele que extraem os elementos que lhe dão essência: irreal x real – sonhos x pesadelos – lógica x imaginação - sucesso x frustração – passado x presente – confusões x perversões



O filme tem duas belas mulheres se amando, se buscando em meio a sonhos e frustrações, La Revancha tem dois autores se buscando em meio a criações e frustrações.
No filme há ruas escuras, desertas, caminhos inóspitos e o deserto de cada um. Em La Revancha há cidade fantasma, parque sem diversão e o deserto de cada um.
No filme, os personagens solitários fracassados são quase que uma miragem de si próprios. Não se sabe, em determinados momentos, se é o primeiro sonho, se é o segundo, ou se tudo é um pesadelo desconexo, ou uma fantasia hollywoodiana romântica. Em La Revancha, os personagens também solitários fracassados são quase que uma miragem de si próprios. Nada é sonho, nem é pesadelo. É o real travestido de literatura e seu personagem afirma: “A literatura é uma mulher na qual ñ se pode confiar”. Penso que Lynch diria que a arte é uma loucura na qual se deve apostar. Os sonhos e suas transgressões são necessários.
A roda gigante poderia ser um sinal... a misteriosa caixinha azul do filme poderia ser um sinal...
O filme quebra qualquer lógica e não há porque querer entender a narrativa na linearidade. La Revancha apresenta quase todos os capítulos em 1ª pessoa, exceto o último e nele um Carlos, também massacrado por Juliana, entra e nos tira do texto reto. Vem a dúvida, a incerteza, a confusão. Quem é ele? O narrador revelado em nome ou outro a sofrer pela devastadora Juliana?

Parece que a cidade fantasma aconchega o narrador, Marcos, Ângela, o garoto e Carlos. De longe surge Maiko e toda atmosfera de Tókio e suas inocentes perversões.
Parece que Betty levaria uma vida de aconchego em Los Angeles, mas Rita surge, do nada, e revira o real com bizarrices e sensualidade.

Se La Revancha virar um filme, acho que os primeiros acordes da guitarra de Zappa, em Chunga’s Revenge cairiam bem numa cena, simultânea, de Carlos olhando pela janela e vendo o mundo se descolando a sua frente, Juliana dominando visão e sentimento, desconcentrando-lhe da luta vã contra as lembranças e de Ângela e suas lembranças arrasadoras.

Já disseram da obra de Lynch que o resultado é esquizofrênico, enigmático, surpreendente. Vejo o mesmo em La Revancha del Tango.

Algumas imagens sensacionais que me dão a certeza de que sua escrita não é como a de qualquer um:

...ela me ignora e pisa em mim com pesados coturnos militares...
... a noite parece o interior de um saco gigante onde milhares de vagalumes dançam freneticamente...
... Juliana é como se fosse toda a divisão Panzer alemã invadindo fronteiras, amassando, passando por cima dele. Não havia como resistir, apenas entregar-se...
 ...A Cidade Fantasma será uma lembrança nublada, um cuspe perdido no meio da calçada...

8 de mar. de 2010

.8 de Outubro

 
Dia da mulher. Todos sabem, não há nada de mais maravilhoso, impenetrável que elas, Nem mil Minotauros achariam a saída no labirinto que é a cabeça de uma mulher, nas emoções e segredos que elas levam em sua alma. Também podem ser o inferno, mas foda-se. Quem consegue viver sem? Nada mais maravilhoso que o corpo feminino, que a presença feminina. Que maravilha vê-la andar pela casa, deixando seu perfume pelos cômodos. Ter as noites aquecidas pelo seu corpo.

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Éramos assim lá no Texas.

Charlene Flanders

Buenas, acabo de enviar a capa que criei para o livro do meu amigo Wilame Prado. O cara está para lançar em breve o seu primeiro ebook de contos. Charlene Flanders, que voava em seu guarda-chuva roxo, mudou minha vida. Wilame mantém um blog onde publica suas crônicas: http://apoltrona.blogspot.com/

La Revancha Del Tango

Trecho da novela La Revancha Del Tango: Baixe a novela aqui: http://www.mojobooks.com.br/mojo_inteira.php?idm=276


 "...Não perde tempo, ainda tem o CD ali perto, sobre uma caixa de papelão. Sabe que ouvirá pela última vez ali. Coloca-o no aparelho, acende um cigarro e senta na beira da cama, já pelada. Traga, suspira, deixa a fumaça sair dançando de sua boca. Lábios vermelhos marcam a ponta do cigarro e também a camisa branca de um homem. Ângela lembra de Raul e sua camisa branca. Detesta e ama ser melodramática.  Relembra tudo mais uma vez.  Relembra, imagina  Raul  com  outra.  O sorriso dele  despindo  outra mulher,  suas mãos tocando  seu  sexo,  seus pelos. A boca de Raul percorrendo o corpo da outra. O punhal entra, ela deixa e sente-se como tivesse sufocando, como se tivesse afogando-se e seu pulmão fosse explodir. Ângela gostaria de meter um punhal no peito de Raul, no peito da outra mulher, no peito dos dois. Que o lençol fosse manchado de sangue como o batom vermelho na ponta do cigarro, na camisa de Raul. Que o vermelho não fosse marcas de batom e sim o sangue dos dois..."

5 de mar. de 2010

Batgirl

The Batman

A mulher do Calendário

Em uma das mesas dois homens bebiam Coca-Cola com cachaça. No balcão outros homens bebiam suas cervejas e fumavam e olhavam para as paredes, para o vazio ou para sei lá o quê eles estavam vendo com aqueles olhares perdidos. A noite estava clara como nunca e milhares de estrelas piscavam e alguns caminhões passavam zunindo e seus faróis pareciam estrelas nas estradas como as que piscava no céu.
Martin entrou e olhou para a folha de calendário pregada na parede com a foto estampada de uma bela mulher seminua, seios fartos à mostra e olhos num azul claro que prometia o paraíso. Então ele sentou ao lado de um dos homens no balcão e não deu importância para ele. Martin estava se lixando para o cara.
Seu Chevy estacionado lá fora parecia um carro fantasma abandonado. Martin pediu uma cerveja e um maço de cigarros. Aguardou com um vago olhar para a foto no calendário. O homem ao lado olhou para ele e para o calendário que estampava a foto da mulher de olhos azuis.
Deu um sorriso e disse: “Com uma dessas eu foderia a noite inteira”, Martin não ligou. E o cara fechou-se numa carranca. Martin bebeu um gole de sua cerveja e lembrou da garota e dos seus peitos e de seus olhos e de tudo mais. Dela sorrindo enquanto preparava o jantar, sem antes perguntar se ele desejava batatas-fritas e ele sempre respondia que sim e ela acabava sorrindo novamente. Martin lembrou de como ela dormia e das noites que passavam em claro e dos quartos escondidos e das luzes pardas e das pessoas circulando lá fora sem saberem de nada.
Martin acendeu um cigarro e tragou e bebeu um novo gole de cerveja. Achou que a cerveja estava muito boa e teve uma agradável sensação com aquilo. Tornou a olhar para o calendário e para a foto da mulher seminua e lembrou dos dois juntos e num suspiro surdo conformou-se em vê-la partindo em um daqueles caminhões que tinha faróis que pareciam estrelas na estrada.

3 de mar. de 2010

Raiz

 
Cabrones,o site Raiz online criou uma espécie de concurso onde alguns blogs concorrem a melhor blog. Algo desse gênero, o meu Cavalos está lá. É só dar dois cliques que você vota.
Gracias.

28 de fev. de 2010

David Lynch

David Lynch.
Coelhos.
Ah..., Carlos...
Coelhos..., sim coelhos.
Eles, eles...
Sim, eu sei querida.

...
Mais David no http://heroifracassado.blogspot.com/

27 de fev. de 2010

.Cidade Fantasma

Loca.
12:37
Assalto ao posto de gasolina.
Loca, loca.

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26 de fev. de 2010

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Pratos.
Pilhas deles.
Silvia olhava desanimada.
Passava o dia lá, entre eles. Lanchonete, restaurante. Linda.
A noite cansada, cozinha e cama. Ainda assim, brincava.

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23 de fev. de 2010

Cidade Fantasma

Porto Alegre.
Está quase pronto amor...
sim, querida. você é a melhor. Sem você que seria de mim, baibe.
ah, você daria um jeito. eu sei... ajuda pôr a mesa?
é claro, querida.

22 de fev. de 2010

Do tempo que achavam Bukowski

Mais um texto citando o Ovos de Touro..., Só que o cara afirma que sou paranaense, não sou. Sou gaúcho. Nada contra, vamos deixar claro, e o Paraná está cheio de ótimo escritores.

Na época que publiquei os contos do ebook Ovos de Touro, algumas pessoas afirmavam que lembrava Charles Bukowski.
Nunca foi minha intenção, na verdade sempre me senti desconfortável quando afirmavam isso. Mas claro que deve ter alguma influência, mesmo que não pensada. Bukowski foi o escritor que mais me diverti lendo.Um cara que me dava grande prazer em ler.
Hoje penso que meus textos estão cada vez mais diferentes dessa época. Mais leves, mais pop, até mesmo menos agressivos. Algo sem pretenção literária. Uma Não Literatura. Algo para se divertir sentado no vaso-sanitário ou na cama enquanto a patroa se ajeita para vir lhe fazer companhia.

Bom ou ruim, não sei. Publiquei este tópico apenas por não ter nada novo.
Não estou escrevendo, estou tentando desenhar uma simples HQ.
Então peguei esse texto onde fui citado, me chamou a atenção pelo fato de acharem que sou paranaense. Ego? Pode ser, acho que não. Apenas não tinha nada para postar. Nem um conto novo para publicar. E eu falaria de quem? De Charles Bukowski?


Taí o texto no qual citaram meu ebook:
"No BAR DO ESCRITOR, em www.bardoescritor.net , no menu E-BOOKS, tem alguns
 bem interessantes. recomendo o PIOR POETA DO BAR, que é de um poeta
 escatológico e bem louco do rio de janeiro, OVOS DE TOURO do Emerson Wiskow,
 um contista paranaense bem parecido com o bukowski e ESTRADA PARA O
 INFINITO, meu mesmo, um pulp sobre um sujeito que, após o apocalipse, em que
 zumbis voltam à andar, encontra uma vila só de mulheres.
tem tb o site http://www.dominiopublico.gov.br com milhares de obras em
 ebook que já suprimiram o direito autoral. só clássico".

21 de fev. de 2010

Livro Na Rede

Pois bem. Descobri na página do Diário do Nordeste que meu ebook Ovos de touro foi citado como um dos livros disponíveis para download gratuito. A matéria é sobre estantes virtuais na web, com livros para "baixar" de graça.

"Autores independentes


Uma das soluções é oferecer os e-books gratuitos, além de comercializar os títulos de todos os escritores independentes que usam aquele espaço. No momento, Os Viralata conta com três títulos para download: "O cabotino - um guia de anti-ajuda para literatos", de Paulo Polzonoff Jr, "Urbanóides", contos e crônicas, de Zander Catta Preta, e "Ovos de touro", contos de Emerson Wiskow."

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=716518

19 de fev. de 2010

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Marluci surguiu. Toc, toc, eu sabia que era ela. Hoje senti maldade, não estava boa da cara. Sentou-se. Imaginei ela fumando um cigarro. Senti vontade, desejo que ela fumasse. Não fuma. Não fuma e me controla. Não quer que eu escreva também. Mulher enxerga longe. Todos dizem. Viu uns textos. Ainda com isso? Você deveria parar, não nasceu pra isso. Se ao menos ganhasse dinheiro, mas nem isso.
Ouvi. Não argumentei. Não sabia o que falar.
Peguei o maço de cigarros, catei um.
Vai fumar?
Sim.
Cara de desprezo. Irritação.
Acendi e traguei.
Ela andou balançando as cadeiras, foi até a cozinha e voltou com um copo de água. Bebeu. Senti vontade de vê-la fumar um cigarro. Eu não sabia até quando escreveria, mas sabia que mesmo em silêncio ela continuaria desejando que eu parasse.

17 de fev. de 2010

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Ando um pouco afastado daqui. A verdade é que estou escrevendo pouco, praticamente nada. O motivo é minha lenta volta aos desenhos. Algumas idéias vagam por minha cabeça, como fantasmas. Não possuem muita forma, apenas espectros. Buenas, tenho a série Garotas do Wiskow para desenhar e mais ilustrações. Também penso em fazer uma série de quadrinhos.
Ainda tenho que escrever a novela, estou com alguma coisa dela na cabeça, tenho que parar e começar a ação. Trabalhar nela, mas por enquanto minha Não literatura novamente me abandonou.

15 de fev. de 2010

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The Batman