31 de jan. de 2009

Patti Smith - Smells Like Teen Spirit

http://www.youtube.com/watch?v=Kn7voloX6JI&feature=related

Cidade Fantasma.
Noite 23:42hs.
Cigarros e café. Poderia haver uma história entre todo esse silêncio, mas há apenas cigarros e café.

Literal | Ilustrações




Ilustrações que fiz para o Zine Literal edição 1.

30 de jan. de 2009

Cidade Fantasma. (II)


Ana estende-se na tarde. Deixa recados na secretaria eletrônica de Joana, recados no orkut. Quer desabafar com ela, livrar-se dos homens como se livra do creme que passa em suas pernas para depilar-se. Apenas raspá-los com um aparelho de barbear qualquer. Raspar e jogá-los ralo abaixo. Ana tem pernas bonitas que adora exibir usando curtíssimos sortinhos de algodão, seios farto e com grandes auréolas. Marcos sonhava em chupá-los, dizia para ela que um dia colocaria seu pau entre eles e faria uma gostosa espanhola. Ana ria, dizia que nunca aconteceria, e provocando tragava suavemente seu cigarro.

26 de jan. de 2009

3:AM


Meu conto Clint Eastwood, Batatas Fritas e Uma bela Tarde de Sol foi traduzido e publicado no site 3:AM inglês
http://www.3ammagazine.com/3am/3am-brasil-clint-eastwood-fries-and-a-beautiful-sunny-afternoon/

Taí um trecho:

Clint Eastwood, Fries and a Beautiful Sunny Afternoon

By Emerson Wiskow (trans. Steven Porter)

"The sun latched onto Central Market like a soft glove. Downtown Porto Alegre. 22nd August, 2007. Susy and Carol go into the market. The pumpkin-faced shop assistant is packing some goods, he eyes up the women closely and continues with his work. Through the pane of glass the soft warm sun slid down. Only the shop assistant and the two women remain in the market. He thinks about something on seeing them. He thinks about them and imagines something."

23 de jan. de 2009

R. Grampá



Pois os personagens do R. Grampá estão ganhando forma de bonecos na coleção de action figures da sua MESMO DELIVERY. Muito bacana e eu já estou louco para conseguir alguns deles. Isto é mais uma prova do sucesso do cara que está arrebentando. Considero o Grampá talvez o maior desenhista de quadrinhos na atualidade no Brasil. Muito foda o traço do cara. Bacana também é o lance de pessoas se ligarem em produzirem bonecos de personagens de autores brasileiros para comercializarem. E os bonecos ficaram perfeitos.

22 de jan. de 2009

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Muito trabalho, pouca grana, correria, cansaço. Buenas, assim estou. Cheguei a pensar que neste ano eu voltaria a escrever bastante. Dezenas de contos, talvez uma novela, talvez o Nobel. Nada. Diminui bastante o ritmo da escrita, praticamente não existe mais. O blogue jogado as moscas, não consigo um tempinho para escrever um conto. Foda. Sem foda. Eu volto. Vou escrevendo partículas da minha saga Cidade Fantasma. Talvez ela se torne um livro, algo sem pé nem cabeça. Um apanhado de cenas, alucinações, pastilhas da vida cotidiana de uma cidade que homens e mulheres habitam, sem saberem que ela não existe. Acho que merece algum desses prêmios que paga uma boa bolada. Enquanto isso, poucos malditos escritores gaúchos continuam escrevendo, tendo fotinhos nos jornais e peidando abacaxis.

16 de jan. de 2009

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11 de jan. de 2009

cigarros e fumaça


6 de jan. de 2009

THE PLASTIC MAN



31 de dez. de 2008

2008


Foi. Adiós!

30 de dez. de 2008

LITERAL

Capa que criei para o Zine Literal, um singelo fanzine de contos no qual participo como ilustrador e diagramador.

24 de dez. de 2008

Cavalos...

Buenas, este é o Cavalos dois. Resolvi iniciar um blog praticamente novo, queria me livrar daqueles textos do Cavalos Não Correm Deitados. Ajudou o fato e de eu ao tentar publicar mais um post no outro e ele não ter aceito, acho que tinha estourado a capacidade. O fato é que então resolvi criar um novo, praticamente sem nada publicado. Deixei aquele como arquivo, os textos, fotos, estão tudo lá. Agora inicio este, com o mesmo título, o mesmo endereço. Praticamente do zero, deixei apenas dois ou três posts do antigo aqui. Não foi uma seleção, foi porque eram os posts mais recentes que eu tinha publicado lá. E não queria que as pessoas chegassem nesse "novo" sem ter nada para ver ou ler. Então era isso, o Cavalos Não Correm Deitados de antes, virou arquivo. Enquanto eu escrever algumas coisinhas, publico aqui. Nessa espécie de Cavalos Não Correm Deitados 2.

22 de dez. de 2008

Zine

Fazia tempo que eu não me envolvia em nada. Quer dizer, em prejetos "literários", mas meu camarada Felipe Correa, do blog Tiro na Têmpora http://tironatempora.blogspot.com/me deu um toque sobre uns caras que desejavam laçar um Zine. Na verdade eles queriam um ilustrador, um cara para diagramar, não para escrever. Buenas, entrei nessa, os caras me convidaram e tenho que diagramar o bicho, tenho que fazer umas ilustrações, coisa que está difícil. Perdi a "mão", o pouco que tinha. Não houve convite para eu publicar algum texto meu, mas pedi para colocar alguns desses continhos meu. Pedi também um milhão de dólares, não me deram, deixaram apenas eu publicar um texto. Tá bom. Fazia muito tempo que ouvia essa de Zine xerocado, poucos sabem, antes dessa história de blog eu lancei vários Zines de xerox. Acho que cheguei a criar uns quatro ou cinco. Criava um, fazia duas ou três edições e então criava outro com título diferente. Então os Zines se foram, ninguém mais fazia, era apenas blogs, e fui para os blogs. Bom, devo ter criado mais de cinco blogs. Alguns eram bons.

Cidade Fantasma | 1

6:30 - Sexta-feira.
Roda-gigante. Depois de rabiscar aquela coisa. Uma roda-gigante, soube que um parque estava na cidade. Da janela do apartarmento eu podia vê-la, estranha, solitária. Parecia que iria engolir a cidade, que tinha vida, que era um monstro de algum seriado japonês. Um monstro de ferro, lata, com pessoas penduradas nela enquanto andava sobre os prédios da cidade destruindo-os como se fossem de isopor.

A Cauda

A primeira coisa que notei foi aquela cauda que saía de baixo da minha cama. Primeiro eu não sabia que era uma cauda, e para falar a verdade ela não saia. Apenas estava lá, parada. Achei estranho. Eu havia chegado da escola há pouco, mamãe preparava alguma coisa na cozinha. Abri a porta do quarto e logo que entrei vi aquilo. Larguei a mochila num canto do quarto e fiquei na dúvida se me aproximava ou não. Senti meu coração bater mais forte que o de costume. Algo parecido com o que eu sentia quando a professora falava meu nome e pedia para eu ir ao quadro resolver alguma operação matemática. Eu levantava da minha cadeira com o coração batendo como um tambor enquanto eu andava entre as classes em direção ao problema, ao quadro. Foi mais ou menos assim que me senti quando vi aquela coisa que eu tinha certeza, não era nada que eu já havia visto ali no meu quarto ou em qualquer outro lugar da casa. Então resolvi me aproximar mais um pouco, e meu coração bateu ainda mais forte. Não arrisquei chegar muito perto, mas ali onde parei pude observar melhor. Era como se uma pessoa tivesse se escondido atrás de uma cortina e sem perceber deixara os pés aparecendo. Não, não. Era como se uma pessoa tivesse se escondido embaixo da cama e tivesse esquecido os pés de fora. Mas certamente não era uma pessoa e com certeza aquilo também não era um pé. Sua cor era verde escuro e tinha umas pequenas coisas sobre ela. Mamãe continuava na cozinha. Cheguei a olhar para a porta na esperança que ela entrasse por ali, coisa que não aconteceu como também por mais que eu torcesse nunca tocava o sinal de fim da aula enquanto eu me dirigia ao quadro na escola. Resolvi que ali onde eu estava era uma distância que me dava alguma segurança. Uma distância que caso fosse necessário eu conseguiria sair correndo porta a fora em direção à minha mãe. Fiquei observando, tentando descobrir afinal de contas o que era aquilo. Depois de algum tempo olhando e imaginando mil coisas, finalmente descobri o que era aquilo. Por mais estranho que pudesse parecer, só podia ser uma cauda. Era uma cauda verde escura e estava no meu quarto, com o resto dela embaixo da minha cama.